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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Resenha - Perfil de uma mente criminosa, vol. 1 e 3

Olá! Bom dia!

Gosto demais de livros que tratam o tema psicopatia, thrillers policiais, horror, terror e companhia. Isto sempre me deixou com medo, mas sempre me enfeitiçou também (Meu irmão que o diga! Quando vejo filmes de terror, ele tem que dormir comigo, até hoje hahaha). Há umas três semanas, a biblioteca da faculdade em que trabalho, recebeu uma doação bem grande de livros sobre criminologia, direito penal e inclusão social. No meio de tantos livros técnicos, encontrei dois, que oh, fiquei apaixonada. Mas para minha decepção, veio faltando o volume 2 hahaha (Coisa feia Dani, é doação, você não pode reclamar assim!).

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Perfil de uma mente criminosa, volume 1, de Brian Innes (Escala, 2009, 88 p.) traça o perfil das mentes de vários criminosos (não, jura?!), onde o FBI entrou em cena. O autor primeiramente, expõe ao leitor uma breve história sobre a procura da personalidade humana através dos séculos. Antigamente, a mentalidade de um criminoso era analisada segundo o formato de seu crânio (!); mas logo alguns estudiosos viram que isto não fazia muito sentido, e começaram a estudar a mente. Ainda se atendo a algumas coisas que hoje, sabemos que não são possíveis basearmos somente nestas premissas, as análises foram progredindo e a arte da investigação foi sendo aperfeiçoada. O livro também conta diversos casos de assassinatos em série, como o famoso caso de Jack, o Estripador, que infelizmente até hoje não se é sabido quem foi realmente o autor dos crimes (nem se foi somente uma pessoa). Criminosos como o "Bombista louco" também foram procurados pela polícia nova-iorquina, sempre tão atenta às suas cartas lamentosas e ameaçadoras. Fiquei bem impressionada com várias partes do livro (é em formato de revista, mas eu o considero livro, pois tem ISBN rsrs), e sinceramente, fiquei me perguntando mais do que nunca: até onde vai a mente humana? Quais loucuras somos capazes de cometer? O que leva uma pessoa a cometer tais atos de crueldade, e não ter o mínimo de compaixão por suas vítimas?

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Já o terceiro volume, de Perfil de uma mente criminosa (Escala, 2009, 109 p.) o mesmo autor exibe diversos casos que aconteceram nos Estados Unidos e na Europa. Em meio aos casos, vai destrinchando perfis geográficos e até mesmo perfis grafológicos. Nos perfis geográficos, os analistas dizem que é possível encontrar onde o assassino mora ou onde passa a maior parte de seu tempo através de algumas táticas. Já os perfis grafológicos (isto me deixou bem interessada), estudiosos analisam as letras e a forma como a carta/bilhete é escrita! E poxa vida, eles acertam! Brian também vai revelando algumas teorias modernas da mente do crime (teorias estas que fazem sentido! rs). A última parte do livro (ou último "capítulo"), são mostrados a nós, leitores, como é feito o interrogatório pelo FBI. É coisa que não estamos nada acostumados a ver: um interrogatório muito, muito intenso, que mexe demais com a cabeça de qualquer um.
Gostei muito dos dois livros (e queria muito ler o segundo! haha), e indico demais. Acho até mesmo importante sabermos um pouquinho deste meio tão aterrorizante que ronda nossa volta. Psicopatas existem em todos os lugares, como diria Ana Beatriz Barbosa Silva, e lendo este livro, acredito!

Título: Perfil de uma mente criminosa: volume 1, A psicologia solucionando os crimes da vida real

Autor: Brian Innes
Editora: Escala
Páginas: 88 p.


Título: Perfil de uma mente criminosa: volume 3, Histórias reais de casos que abalaram a Europa e os EUA

Autor: Brian Innes
Editora: Escala
Páginas: 109 p.


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Resenha - Crime na universidade


Algumas histórias são tão legais, que queremos ter mais daquilo. Queremos saborear mais as passagens e seus personagens. Crime na universidade (Chiado, 2013, 173 p.), de Pedro Macedo, foi um destes livros. Tão bom que eu queria que tivesse mais descrições. Seu único pecado foi esse: deixar algumas situações rasas, sendo que o leitor (no caso, eu!) queria entrar mais na vida dos personagens, das situações e do ambiente.

Edward White é o novo chefe da unidade de homicídios do FBI de Nova Iorque. Para sua surpresa, logo em seu primeiro dia de trabalho, já encontra um caso, no mínimo, estranho. Com seu companheiro e fiel amigo Andrew Tobin, White vai até a residência feminina de uma Universidade, onde uma garota com cerca de vinte anos foi assassinada brutalmente. Há em seu peito a marca de uma cruz e um número desenhado em sua perna. Com toda a repercussão que o crime tivera, o local está cercado de jornalistas. Uma delas, Cameron, chama a atenção do agente White. Cameron, é uma jornalista um tanto curiosa que acaba sendo chamada para ajudar na investigação, por conter fotografias que podem ser reveladoras no caso.

Como já disse, o autor poderia ter descrito algumas situações um pouco mais devagar, com mais calma. Apesar disso, o livro me surpreendeu bastante no final, assim como são os bons livros de romance policial. Para Crime na universidade, há uma continuação, chamada O espião americano, lançado também pela Chiado editorial.

E aqui a resenha em vídeo ;)

Título: Crime na universidade
Autor: Pedro Macedo
Editora: Chiado
Páginas: 173


terça-feira, 8 de julho de 2014

Resenha - Se arrependimento matasse


Êêê, finalmente resenha nova! haha
Alex, Alice e Rebeca são três amigos que há muito não se encontravam. Alex é filho de donos de um hotel e leva Alice (que é um homem rs) e Rebeca para que passem alguns dias, relembrando os velhos tempos. Alice é um mocinho muito simpático e paciente, Alex é um tanto explosivo e Rebeca demonstra ser um pouco mimada. Mesmo com a diferença de características, os três se dão super bem, e acabam dando boas risadas juntos.

Chegando ao hotel, são recebidos pelos funcionários. Jantam com outros hóspedes, jogam cartas e vão para seus quartos descansar. A energia tem uma queda - e é uma noite chuvosa. É quando o pai de Alex os chama, dizendo que é com urgência que devem se dirigir à cozinha. Chegando lá, encontram Victor, o cozinheiro, morto com uma facada no pescoço. Diante de tal fato, somado com a tempestade e as linhas de telefone cortadas, os três amigos e demais hóspedes ficam ilhados em um hotel, onde nada nem ninguém parece ser confiável.

O livro Se arrependimento matasse, do jovem autor Alma Cervantes (Novo Século, 2013, 240 p.) foi um dos melhores livros policiais que li recentemente. Bem no estilo Agatha Christie, o autor desfia seu romance de um modo um tanto calmo. Não se apressa em nenhuma parte, respondendo à todas as questões. Aguardo, com certeza mais livros do autor.


Título: Se arrependimento matasse
Autor: Alma Cervantes
Editora: Novo Século
Páginas: 240

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